Cranio bovino

Um colega nosso estudante de medicina veterinária fez alguns vídeos mostrando peças de anatomia. O vídeo abaixo mostra um crânio de um bovino onde os ossos estão pintados e o rapaz vai narrando e apontando as estruturas a saber.

Ossos: frontal; nasal; lacrimal; maxila; incisivo; zigomático; occipital; parietal; temporal; esfenóide; pterigóide; vômer; palatino; e o osso que ele chama de palato eu aprendi como sendo o processo palatino da maxila.

Depois ele aponta no osso occipital: crista nucal; côndilo do occipital; forame magno; canal do nervo hipoglosso; e a parte basilar.
E mostra estruturas no osso temporal, esfenóide e palatino.

As suturas mostradas eu conheço assim: nasolacrimal; lacrimomaxilar; lacrimozigomática; frontolacrimal; nasomaxilar; nasoincisiva; frontonasal; e maxiloincisiva.

Veja o vídeo...


Ele tem mais vídeos aqui.

Adote cadelinha abandonada

Esta cadelinha foi abandonada e está disponível para adoção.

Cochliomyia hominivorax

A Cochliomyia hominivorax é a mais importante mosca causadora de miíase primária. É conhecia popularmente como mosca varejeira.

Eis a sua larva:



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Observe sua cor branco amarelada; Medem cerca de 15 mm;
Observe também suas traquéias que são bem pigmentadas até o terceiro ou quarto segmento larvar.
As larvas de Cochliomyia hominivorax possuem dois estigmas respiratórios na extremidade posterior, cada um com 3 espiráculos aproximados na base.



O período de incubação dos ovos vai de 12 a 20 horas; após a eclosão, as larvas alimentam-se vorazmente; vão destruindo os tecidos rapidamente e permanecem com a extremidade anterior (boca) mergulhada nos tecidos, enquanto a extremidade posterior (espiráculos) fica em contato com o ar. Aqui podem ser obs



Levam de quatro a oito dias para ficarem maduras, nesse período sofrem duas mudas.
Espontaneamente caem no solo, enterram-se na terra fofa ou embaixo de folhas e transformam-se em pupas. Estas, cerca de oito dias após, dão liberdade aos adultos (isto no verão, pois no inverno a fase de pupa pode demorar mais de dois meses).

Adote caozinho que precisa de um lar.

Este cãozinho foi abandonado ontem, dia 06 de janeiro.
É uma linda filhote SRD, tem aproximadamente 3 meses e tem a pata posterior direita fraturada.



Ela está em Salvador.
Quem quiser adotar é só entrar em contato: portaldeveterinaria@gmail.com

Ensaio Imunoadsorvente Ligado à Enzima - ELISA

É um teste imunoenzimático que utiliza anticorpos secundários marcados com uma enzima para detectar anticorpos contra um antígeno específico. O antígeno é imobilizado em placas de poliestireno. A presença de antiocorpos no soro teste é relevada pela ação da enzima conjugada ao anticorpo secundário, ela reage com um cromógeno produzindo cor. O teste possui muitas variações e pode ser também utilizado para detectar antígenos.

Principais tipos: Indireto, Sanduíche, Competição e Captura.

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Os sistemas Elisa são largamente usados nos laboratórios de Microbiologia, permitindo a detecção de antígenos ou anticorpos em relação a um vasto número de agentes infecciosos (bacterianos, fúngicos, parasitários e víricos), hormônios e vários tipos de proteínas.

Exemplos: Doença de Gumboro, Bronquite Infecciosa das Galinhas, Newcastle, Encefalomielite Aviária, Doença de Chagas, HIV, Leishmaniose visceral, Hepatite-B triagem de doadores, dosagem de hormônios como T3, T4, LH, FSH, βhCG entre ontros.

O kit Elisa tem todos os reagente que vc precisará. Aqui tem um exemplo de kit do HIV.



Ele contém uma placa, um controle positivo e outro negativo, um anti-anticorpo conjugado a uma enzima, uma solução de parada, um substrato, e uma solução tampão.


Elisa Indireto passo à passo:

1- Placa sensibilizada com um antígeno:
No Elisa indireto a placa que vem no kit está sensibilizada com o antígeno (no exemplo partículas virais do vírus HIV). O que se procura são os anticorpos produzidos pelo organismo que se vai testar.
Nesta placa foi colocado uma solução contendo o antígeno e esta foi incubada por um tempo (este tempo varia a depender do antígeno e sua afinidade com a placa). Depois foi retirado o excesso de solução.



Depois o laboratório coloca o bloqueio. Que é uma outra solução contendo proteína de alto peso molecular para ocupar todos os "espaços" que sobraram (ex: BSA). Incuba-se e retira-se o excesso. A placa já vem pronta para o uso.
A finalidade do bloqueio é evitar que outras proteínas contidas no soro se fixem à placa no momento do teste. Se os anticorpos do soro teste se ligarem a placa, o resultado vai trazer uma alta titulação falsa.

2- A amostra a ser testada é colocada na placa.
Procuramos um determinado anticorpo (Ac) contido no soro (neste caso anticorpos contra o HIV). Incuba-se para que haja este encontro e se forme um complexo antígeno-anticorpo.
(Neste caso a 37ºC que é a temperatura do corpo humano, onde a reação ocorre naturalmente).
No caso do Lupus Eritrematoso Sistêmico também é a 37ºC e por 15 minutos. Tem outras reações que também ocorrem naturalmente no corpo humano e que também são incubadas a essa temperatura.
Cada kit já possui os seus resultados padronizados. Por isto deve ser seguido à risca. O teste é muito sensível as variações do manipulador. Ele pode dar resultados diferentes se for deixado por mais ou menos tempo.

3- Lava-se:
Este procedimento pode ser feito várias vezes. Pode ser feito com uma solução de lavagem, uma solução tampão, água destilada ou até água da torneira. Isso varia a depender do teste.

4- Coloca-se o anti-anticorpo:
Um anti-anticorpo é um Ac que reconhece a fração FC de um anticorpo. Ele é feito através da introdução dessa fração em uma outra espécie (um rato de laboratório, por exemplo) então este animal produz anticorpos que reconhecem Ac humanos. Uma anti-IgG humana. Mas pode ser uma anti-IgG bovina, caprina, canina, entre outras). Uma anti-IgG é espécie específico.

Esta anti-IgG vem conjugada com uma enzima. (ex. peroxidase, catalase, fosfatase alcalina, existem vários tipos).

Isso é incubado para que ocorra a reação.

5-Lava-se novamente.

6- Adiciona-se uma solução reveladora e um substrato.
O substrato é um cromógeno que reage com a enzima produzindo cor. Esta cor pode ser quantificada com um espectrofotômetro.

7- Aguarda-se alguns minutos (o tempo certo que vem no kit) e adiciona-se uma solução de parada. Ela serve para que a realção pare de ocorrer. Caso contrário ela continuaria ocorrendo, indo ficar com a cor mais intensa. E isso seria mais um grande erro de manipulação pois os resultados estão padronizados.

A placa deve ser lida em um leitor de Elisa. O leitor de Elisa é um espectrofotômetro que vai calcular a absorbância de cada amostra. Joga-se os valores encontrados no computador e um determinado programa te dá os resultados.

Earthling - Nascido no Planeta Terra

Este vídeo contém cenas de violência com os animais, é forte e não deve ser assistido por pessoas que se impressionam facilmente.

"Nation Earth presents an epic documentary about treatment of animals

One of the most violent films of all time... only it's reall."


Joaquin Phoenix's powerful documentary about the relationship between nature, animals, and humankind. Guaranteed to make you think.




Trailer


Parte 1 (legendado)


Parte 2 (legendado)


Parte 3 (legendado)


Visite: www.earthlings.com

Caso Clínico - Infestação por Toxocara canis - Parte 4/4

Caso Clínico: Infestação por Toxocara canis

Madrugada de segunda-feira (2006)

O Brutus faleceu.
Ao seu lado estava sua única fezes e outro vômito.

Seus achados de necropsia foram inúmeros Toxocara canis por todo seu intestino e estômago.


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Além disso também foi observado edema e hiperemia dos pulmões, os rins aumentados de volume, fígado em esteatose, e uma obstrução física causada por 3 helmintos enrolados.

No seu parasitológico de fezes foi encontrado milhares de ovos de Toxocara.




Caso Clínico - Infestação por Toxocara canis - Parte 3/4

Caso Clínico: Infestação por Toxocara canis

Domingo (2006)
Continuei o soro SC. Comecei a dar a ele pequenas quantidades de glicose por via oral. O Brutus dormiu mal e chorou a noite toda. Eu quase não dormi. O quadro dele piorou muito e ele agora está com edema pulmonar.

Soube hoje que o vermífugo administrado anteriormente - na sexta - não teve efeito nos seus irmãozinhos, logo não deve ter tido efeito no nosso filhote também. Não sei se foi mal administrado ou se estava vencido pois não estava presente no dia da aplicação.

Como ele ainda não defecou comecei a desconfiar de impactação por helmintos, como o toxocara. Resolvi dar uma outra dose de vermífugo. Ministrei o mebendazol pediátrico, em suspensão.

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Brutus começou a respirar com muita dificuldade e não parava de chorar e gemer. Fazia força para respirar e suas energias estavam se esvaindo.

Hoje sua mucosa já estava mais hipocorada e os espirros eram constantes. E ainda os vômitos. Ele estava excretando pelo nariz e pela boca um líquido marrom. Estava com os olhos fundos, mais magrinho.


Todos acham que ele não passa de hoje.

Caso Clínico - Infestação por Toxocara canis - Parte 2/4

Caso Clínico: Infestação por Toxocara canis

Sábado (2006)
Continuei com o soro SC, o plasil, a ampicilina e fiz um sucedâneo de leite para ele. Com um leite com baixo teor de lactose e enriquecido com vitaminas e minerais. Que também não possui caseína por ser feito com soro de leite. Acrescentei carboidrato de milho e mel. Fiz tipo mingau. Mas ele tomou pouco. Fiquei mais animada porque ele não o pôs pra fora.


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Porém, ele começou a apresentar um quadro de dispnéia mais pronunciado. Começou a tossir e a espirrar, além de continuar vomitando. Percebi que ele tem aspirado o seu vomito diversas vezes.

O Brutus melhorou seu estado clínico. Ele atende ao nosso chamado, levanta para não fazer xixi na toalhinha e está mais ativo. Hoje ele tentou me seguir várias vezes pela casa, mas eu não o permitia se exercitar muito. Ele precisava descansar. Aproveitei sua melhora para lhe passar uma toalha úmida e morna, de forma rápida. Ganhou toalhinhas e um sabonete de bebe.
Estou muito preocupada com o Brutus. Ele está mais magro que ontem.
Infelizmente não o posso internar.


Caso Clínico - Infestação por Toxocara canis - Parte 1/4

Caso Clínico: Infestação por Toxocara canis

Sexta-feira (2006)
Foi destinado aos meus cuidados um pequeno filhote sem raça definida, todo pretinho com manchas marrons, e quietinho. O Brutus estava magro e desidratado. Recebeu uma dose de vermífugo do tipo “pour on”, ministrados por uma colega, e levei para minha casa a fim de passar o final de semana enquanto ainda não tinha dono.

Ele foi abandonado junto com seus outros 11 irmãozinhos dentro de uma apertada caixa de papelão e estavam cobertos de fezes e urina.

Este é o filhote já em minha casa.

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O Brutos estava com inapetência e vomitando. Passou toda a sexta-feira vomitando. Até tentei lhe dar ração moída molhada (papinha de ração), mas ele não quis.
Comecei a lhe dar Plasil de 8 em 8 horas, mas não percebi nenhuma melhora.
Resolvi lhe dar também soro fisiológico por via subcutânea. Ele estava ficando muito desidratado.
Antes de deixar o hospital, o Brutus ainda recebeu uma dose de Ampicilina. Este tratamento foi mantido.

Como não sabíamos nada sobre ele, não sabíamos qual a causa de sua doença. Poderia ser muitas coisas.

Ele pareceu melhorar com o soro, mas ainda assim estava com um quadro grave. Rapidamente desidratava e precisava de mais soro.

Paula Oliveira

Helmintoses gastrintestinais de caninos e felinos

Helmintoses gastrintestinais de caninos e felinos

Apenas uma tabela para visão geral.

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Esôfago - Spirocerca lupi

Estômago - Physaloptera spp.

Intestino delgado:
*Nematódeos -
Toxocara canis
- Toxascaris leonina
- Ancylostoma caninum
- Ancylostoma braziliensi
- Uncinaria stenocephala
- Strongyloides stercoralis

*Cestódeos - Taenia pisiformis
- Taenia hydatígena
- Taenia ovis
- Taenia (Multiceps) multiceps
- Taenia (Multiceps) serialis
- Echinococcus granulosus
- Echinococcus multilocularis

Ceco e Colo - Trichuris vulpis

Paracetamol nao combina com gatos

A intoxicação de gatos com paracetamol - acetaminofeno - é observada nas clínicas veterinárias com certa freqüência.

Isso ocorre porque os proprietários medicam seus animais indevidamente.

Por ser um medicamento muito comum na medicina humana, e comprado com facilidade em qualquer farmácia, o proprietário pensa equivocadamente que é um medicamento inofensivo.

Mas o gato é um carnívoro estrito e perdeu algumas rotas metabólicas na sua evolução.

O acetaminofeno é tóxico em qualquer dose para os gatos e um comprimido pode ser letal.

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O acetaminofeno é um inibidor da cicloxigenage cox-1 e cox-2. Atua de forma mais específica sobre a prostaglandina sintetase no cérebro, promovendo ação antipirética que se baseia no bloqueio da ação de pirógenos. As COX produzem prostanóides, que são mediadores que sensibilizam os receptores da dor. O paracetamol inibe a ciclooxigenase para impedir a conversão de ácido araquidônico em metabólitos de prostaglandina. Ao contrário da Aspirina, o acetominofeno se liga à enzima COX de modo reversível e não competitivo.

A via tóxica é um processo de N-hidroxilação dependente do citocromo P450. O ácido hidroxâmico é formado e conjugado com glutation (GSH), o conjugado resultante é então excretado na urina como ácido mercaptúrico. Ácidos mercaptúricos são produtos finais de um potente mecanismo de detoxificação celular e são considerados bons indicadores de que ocorreu exposição a substâncias químicas ambientais. Uma diminuição do GSH hepático leva a uma ligação covalente, isto é, ligação do metabólito do acetaminofeno a macromoléculas em células; os metabólitos tóxicos do acetaminofeno podem induzir lesão celular no fígado e nos rins. Conseqüentemente o acetaminofeno se concentra na papila renal durante desidratação, isto esgota o GSH dos tecidos. O paracetamol então se liga de forma covalente a proteínas tissulares e o tecido perde a proteção normalmente fornecida pelo GSH, resultando em inativação dos sistemas enzimáticos essenciais e morte celular (necrose hepática e renal).

O metabolismo do acetamifeno é dose-dependente no cão. O principal metabólito na urina do cão é glicuronídeo, seguido por conjugados de sulfato e cisteína, há descrito necrose hepática, além de metamoglobinemia. O consumo de grandes doses pode produzir vômitos, o que nestes casos pode diminuir a severidade dos sintomas.

A biotransformação do acetaminofeno no gato é semelhante a dos cães, entretanto o gato tem uma deficiência relativa na conjugação com ácido glicurônico, devido às concentrações extremamente baixas de algumas enzimas glicorunil transferases.


Veja um artigo interessante
de Danielle Taborda Klug Hansenque que traz este assunto e de onde foi tirado esta explicação: Prevalência de intoxicações de Cães e Gatos em Curitiba.

Feto de cão, golfinho, elefante no útero e pinguim no ovo

Imagens geradas por computador de um feto de cão, um de golfinho, um de elefante, um chihuahua e um gato no útero. E um pimguim imperador no ovo.

Veja as imagens...



Fonte: Womb Animals - National Geographic

Um cão no útero.

Um elefante no útero.


Um golfinho.


Um chihuahua no útero.


Um gato no útero.


Modelo de embrião de pinguim imperador crescendo dentro do ovo.


Feto canino com 39 dias

Estas são imagens geradas por computador de um feto canino com 39 dias de gestação e a outra a termo.

Veja as imagens...

Fonte: Womb Animals - National Geographic



Nesta o feto canino a termo dentro do útero.


Estagios da Mitose - Stages of Mitosis

Estágios da Mitose - The Stages of Mitosis

Este vídeo é muito bom. Mostra direitinho os estágios da divisão celular em 3D.

Upon entering a cell we are introduced to various organelles of the inner cell and the key events involved in mitosis.
-Após entrar na célula somos apresentados à várias organelas do interior da célula e aos eventos principais envolvidos na mitose.

Cell division involves 7 key stages resulting in the splitting of the nucleus, and ultimately, cell division.
-A divisão celular envolve 7 estágios principais que resultam na divisão do núcleo e, no fim, a divisão celular.

Veja o vídeo...


Fonte do vídeo: Hybrid Medical Animation


Vaca dá à luz a trigêmeos pela segunda vez

Vaca dá à luz a trigêmeos pela segunda vez.

Uma vaca leiteira que vive no sítio da família de Gustavo Proença teve, pela segunda vez, três bezerros em um único parto. O animal passa bem e fornece 20 litros de leite por dia.


Notícia do Globo Rural.

Veja o vídeo...




Avicultura Escancarada

Este vídeo mostra um outro ponto de vista da criação e abate de aves.

Descrição do vídeo:
Curta-metragem que mostra a realidade da produção da carne e dos ovos de galinha. Todas as imagens são de estabelecimentos de Pernambuco e foram capturadas entre dezembro de 2008 e fevereiro de 2009.

Veja o vídeo...



Campostagem produz Adubo

Este vídeo fala sobre a campostagem. Explica o que é, para que serve, e como é feito uma campostagem. No vídeo, a campostagem realizada é com capim elefante e esterco de vaca.

Veja o vídeo...




Galpao e Equipamentos - Frango de Corte

Este vídeo é muito interessante para quem deseja saber um pouco mais sobre o galpão e os equipamentos utilizados na produção de frango de corte.

Mostra o galpão, os bebedouros e comedouros, tipos de cama de frango, sua função e de forma pode ser comercializada, o silo de ração, fala sobre o manejo.

Muito interessante para quem está estudando este assunto.

Veja o vídeo...



Projeto Tamar Praia do Forte

Imagens do Projeto Tamar de Praia do Forte. Salvador, Bahia.



Veja mais imagens...





Na foto abaixo a tartaruga parece estar bocejando.

Projeto Tamar Praia do Forte

Uma imagem do Projeto Tamar de Praia do Forte. Salvador, Bahia.

Manejo do Pintinho de Frango de Corte

O galpão deve ser preparado para receber os pintinhos. Deverá estar devidamente limpo, desinfetado e com todos os equipamentos necessários dispostos adequadamente.

Ao chegar no aviário, os pintinhos devem ser removidos das caixas de 2 em 2 e examinados para a eliminação de pintinhos que não estejam sadios. Ao mesmo tempo que se faz isso o integrado deve ir contando as aves a fim de saber quantos pintinhos recebeu. Deve-se ensinar os pintinhos a como beber água no bebedouro mergulhando o seu bico na água. Então ele aprende que ali tem água.

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A temperatura ideal para o pintinho de 1 dia é de 32C. Então o galpão deve ser aquecido e as cortinas levantadas para que o calor não saia do local. Na foto acima o aquecimento está sendo feito com uma caldeira (aquecimento a lenha), mas também pode ser feito utilizando-se aquecedores elétricos ou a gás.

Também pode ser observado nessa foto os limites de um círculo de proteção. O círculo de proteção serve para abrigar os pintinhos mantendo-os numa temperatura adequada. Dificultando que eles se espalhem muito e passem frio. Tem que ter uma altura de uns 50cm para evitar correntes de ar frio. É no centro desses círculos que fica o aquecedor.

Até o 14º dia pode ser utilizado o comedouro do tipo bandeja. Este tipo de comedouro permite que o pintinho cisque e isso o estimula a se alimentar mais. Concomitantemente já pode ser introduzido o comedouro do tipo pressão. Depois do 14º o comedouro bandeja deve ser retirado.

Outra forma é colocar a ração sobre um jornal nos primeiros dias de vida do pintinho.

As luzes devem ficar acesas por 23horas por cerca de 3 dias. O pintinho precisa conhecer o escuro para não ficar desesperado caso falte energia. Após a retirada do círculo de proteção pode-se fornecer 16 horas de claridade às aves, complementando de preferência nas horas mais frias do dia. Recomenda-se, nos meses quentes de verão, ligar a luz, pela manhã, das duas até às seis horas, possibilitando o consumo mínimo de ração.

Durante todo o processo de produção deve-se retirar as aves doentes, ou com a pata quebrada, e fracas. São os refugos. Eles devem ser eliminados pois continuam comendo ração e não poderão ser vendidos. Representam um custo sem retorno, um prejuízo para o produtor.


Na foto acima pode ser identificado um refugo. O franguinho quebrou a pata e não consegue beber água direito. O refugo é menor que os outros animais do galpão e fica mais quieto, sem comer muito.

Os refugos devem ser colocados em composteiras. O uso de fossas não é mais permitido. A composteira é uma construção de alvenaria que serve para abrigar e manter um ambiente adequado para a fermentação do material. O seu produto é um adubo interessante para a agricultura, mas não deve ser utilizado onde se cria animais pois contêm restos de ossos. O cheiro é fraco e não atrai insetos ou roedores.

Galpao e Equipamentos - Frango de Corte

O galpão de criação de frangos de corte (aviário) deve ser de alvenaria, comprido e disposto no sentido leste-oeste. De onde nasce para onde se põe o sol, dessa forma não bate sol diretamente nas aves.

A ave troca calor com o bico, aumentando a sua frequencia respiratória. Uma ave com calor não come porque fica com o bico aberto, então não ganha peso.






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O galpão deve ser coberto com telhas comuns, coloniais, francesas ou amianto, com ou sem lanternim, piso cimentado com 0,30m acima do solo, pé-direito com 2,90m de altura, beiral em torno de 1,80m e largura de 8m para melhorar a ventilação natural. O rodapé da mureta deve ter 0,30m, como prevenção contra correntes de ar diretas sobre as aves.
Essas dimensões podem variar um pouco a depender das condições climáticas do local escolhido para a implantação do aviário.

As laterais devem ser fechadas até o telhado com tela de arame a fim de evitar a presença indesejada de pássaros gulosos. Eles aparecem se houver ração de fácil acesso.

Os aviários devem dispor de cortinas que se fecham de baixo para cima. Isso facilita o controle da entrada de ventos e temperatura. Na primeira foto pode-se observar as cortinas abaixadas indicando que os animais estão mais próximos da idade de abate.

A distância entre os galpões deve ser no mínimo de 50m. Pode-se fazer uma "parede verde", plantando uma fileira de árvores ao lado do aviário. Mas não se deve plantar aves frutíferas porque atrai animais. E também árvores com a copa muito alta (ex. coqueiro) que não fará sombra adequadamente, nem irá conferir uma separação de fato.

Cada aviário deve ter a sua caixa d’água independente e tubulação hidráulica PVC de 0,5 polegadas.

A iluminação dos galpões deverá ser feita com lâmpadas incandescentes, distribuídas à base de 1,5 watts por metro quadrado do galpão e colocadas à altura do pé-direito.

Os comedouros e bebedouros devem ficar erguidos a fim de obrigar a ave a levantar para se alimentar. Assim elas não ficam o tempo todo deitadas, o que prejudicaria a parte mais nobre de sua carcaça que é o peito.














Os bebedouros das fotos acima são do tipo automático e pendular. Conforme a ave vai bebendo ele vai enchendo. Porém, isso não quer dizer que eles não precisem ser limpos diariamente. Na figura da direita pode-se perceber que o bebedouro vai ficando sujo com o tempo. O bebedouro também pode ser do tipo manual, mas esse tipo de bebedouro está caindo em desuso porque demanda muita mão-de-obra e as aves acabam ficando com sede. A ave com sede não se alimenta bem e deixa de ganhar peso.

O bebedouro manual que ainda é utilizado é somente para a primeira fase da criação. Abaixo estão alguns exemplos de bebedouros para pintinhos que são do tipo manual.


Os comedouros também podem ser automáticos ou manuais. Abaixo, as duas fotos da esquerda, um exemplo de comedouro manual. O integrado enche o tubo e ele vai descendo aos poucos conforme a ave vai comendo, mas precisa ser enchido várias vezes por dia. Do lado direito um exemplo de comedouro automático. A máquina vai enchendo os pratinhos conforme os animais vão comendo.


Outro equipamento é o triturador e misturador de ração.

Vale a pena ler:
Manual do Frango de Corte.

Frango de Corte


A criação de frango de corte consiste em criar os pintinhos de 1 dia, vindos do incubatório até que tenham a idade de abate. Depois são entregues ao abatedouro.

Existem 3 tipos de sistemas de produção no Brasil: Cooperativo; Independente; e Integração, sendo que este último é o mais difundido.

O matrizeiro produz os ovos que são mandados para o incubatório, de lá os pintinhos de 1 dia são encaminhados para os galpões de criação.

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No Sistema de Integração uma empresa coordena todo o processo produtivo, fornecendo o pinto de um dia e todos os demais insumos utilizados na produção e assistência técnica. Ou seja, a agroindústria indiretamente utiliza as instalações do produtor rural, fornecendo o pinto, ração, vacinas, medicamentos e acompanhamento veterinário. Ao produtor integrado compete o fornecimento dos demais insumos necessários à condução da atividade avícola.

As granjas de frango de corte devem manter as aves com idade semelhante, no conceito de "All-in all-out" ou tudo dentro, tudo fora. Todos os galpões de uma propriedade devem receber os pintinhos na mesma época. Assim, todos sairão na mesma época e o vazio sanitário poderá ser feito ao mesmo tempo.

Lâmina - Degeneraçao Hidropica ou Tumefaçao Celular

Degeneração Hidrópica, Tumefação Celular ou Edema Celular.

Esta alteração se caracteriza pelo acúmulo de água no citoplasma, que se torna volumoso e pálido com núcleo normalmente posicionado.


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O órgão atingido é pálido, aumentado de volume e peso, com perda do brilho. Após o corte, o parênquima sobrepõem-se a cápsula. O aumento de volume é consequência da água dentro das células e a palidez é causada pela tumefação celular que comprime os capilares.

À microscopia óptica, as células apresentam-se com vacúolos pequenos e claros e pequenos grânulos no citoplasma.


Figura de Rim. Processo: Degeneração hidrópica. O epitélio tubular renal mostra-se constituído por células volumosas, citoplasma claro e com núcleo dentro da normalidade. Este aspecto da degeneração hidrópica pode ser confundido com acúmulo de glicogênico e, mais raramente, com esteatose microvacuolar. A distinção segura só poderá ser feita com reações histoquímicas (PAS para glicogênio e SUDAM para lípides). HEX200
(Fonte desta foto: Atlas de Microscopia).

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Figura de Pele: Vemos aqui uma projeção do epitélio que compõe a derme. Nessa projeção, notam-se células com citoplasma vacuolizado (branco), indicativo do acúmulo de água intracitoplasmático. Provavelmente essas células estão em processo de queda metabólica devido a alguma agressão.
(Fonte desta foto: Pato e Arte)